A LAMENTÁVEL SITUAÇÃO DA DENGUE NO BRASIL

Às vezes a população brasileira se sente impotente para vencer alguns males que aparecem de surpresa e interferem diretamente na vida das pessoas. É o caso da epidemia das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Um mal que se alastrou por todo o Brasil, mas de forma particular no Nordeste, os municípios do estado de Pernambuco são os que mais sofrem para debelar a Dengue, febre Chikungunya e Zika Virus. Nos demais estados a situação também é de calamidade na saúde por conta da falta de meios para combater as ocorrências. No contexto do estado do Maranhão a situação não é muito diferente, as cidades de Buriti Bravo, Caxias e Fortuna estão entre as mais atingidas. Nesta hora é preciso ação concreta para diminuir os efeitos danosos da infestação. Desde o primeiro momento a prefeitura de Buriti Bravo acionou o Estado, vem mostrando os números e pedindo apoio, mas as ajudas chegadas ainda são muito aquém do necessário. O grande problema é que nesta hora de dificuldade o município precisaria de mais parceria do Estado e da União, coisa que chega muito lentamente e de forma ineficiente (quando chega). O município, representado pela sua secretaria de Saúde, precisou fazer toda uma articulação para conseguir o carro fumacê, o que demonstra que as ações, mesmo as urgentes, são lentas para chegar aos municípios. Mesmo com o carro fumacê, ainda está havendo um número elevado de notificações, e várias pessoas que foram internadas com sintomas de Dengue estão voltando para o hospital com dores musculares.
Como é do nosso conhecimento, o município de Buriti Bravo, passou, na atual gestão, por uma melhoria geral na saúde, mas isso não foi o suficiente para atender a surpreendente demanda. Contando com apenas 29 leitos de internações no hospital municipal, a procura já chegou a 68 pessoas precisando de internamento. O município não reúne estrutura financeira nem operacional para bancar toda uma volta da normalidade, mas nem por isso cruza os braços. O próprio prefeito Cid Costa tem liderado campanhas, convocado a população para participar e acionado os órgãos superiores com o intuito de sensibiliza-los em busca de uma solução.
Nesta região os dados em geral não são nada bons. É preciso continuar os esforços onde prefeitura e comunidade continuem fazendo seus esforços e, por outro lado, a inesgotável ação política junto aos órgãos da saúde pública do Estado e da União em busca da esperada contrapartida para eliminar este mal que está prejudicando todas as famílias.

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